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Cobre: Inaugurada primeira mina subterrânea moderna no Uíge

Angola deu esta quarta-feira um passo histórico na indústria mineira com a inauguração da mina de cobre Tetelo, a primeira moderna e subterrânea do país, localizada no município de Maquela do Zombo, província do Uíge. O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, classificou o feito como “um acto de visão estratégica” e símbolo da entrada do país “na era dos minerais críticos do século XXI”.

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Há 11 meses
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O projecto, avaliado em 305 milhões de dólares, resulta de uma parceria sino-angolana entre a Shining Star Icarus (SSI) SU, Limited e a Sociedade Mineira de Cobre de Angola. A mina tem uma vida útil estimada em 14 anos e capacidade para processar quatro mil toneladas de minério por dia, produzindo cerca de 300 toneladas de concentrado de cobre, com uma taxa de recuperação de 92 por cento.


Durante a cerimónia, o ministro Diamantino Azevedo sublinhou que, quando o volume das reservas o permitir, Angola poderá instalar, em território nacional, unidades de refinação e transformação do cobre. “O país afirma a sua soberania económica e prova que não vive de memórias do passado, mas constrói com coragem um futuro radiante para o seu povo”, declaro.

O governante recordou que o cobre é hoje um dos metais mais estratégicos do mundo, essencial para veículos eléctricos, redes energéticas inteligentes, baterias e sistemas de energia solar. Acrescentou ainda que o Executivo aposta também na exploração de outros minerais ligados à transição energética, como o lítio, as terras raras, os fosfatos e o nióbio, com operações em curso nas províncias do Namibe, Huambo, Cabinda e Huíla.


A mina Tetelo, cuja prospecção começou em 2008 e cujo estudo de viabilidade foi concluído em 2018, representa apenas um terço da concessão total. Segundo o ministro, há ainda vasto potencial por explorar, o que poderá atrair novos investidores e consolidar Angola como referência africana na produção de cobre.

Por sua vez, o presidente executivo da SSI, Yan Yu, destacou que o empreendimento pretende ser “um modelo de investimento estrangeiro no sector dos metais”, capaz de atrair mais capital e tecnologia para Angola. “Queremos que este projecto sirva de inspiração e impulsione o desenvolvimento industrial e económico do país”, afirmou.