EXÉRCITO ANGOLANO À BEIRA DO COLAPSO? Grupo Carrinho cobra dívida de 700 milhões ao Governo e tropas passam fome
O Grupo Carrinho exige urgentemente ao governo angolano o pagamento de uma colossal dívida de 700 milhões de dólares, ameaçando a continuidade do abastecimento das Forças Armadas Angolanas (FAA), que já enfrentam uma grave crise alimentar. A situação, que se arrasta desde o início de 2023, coloca em risco a segurança nacional e expõe as tropas a uma precariedade nunca antes vista desde a conquista da paz em 2002.

Registro autoral da fotografia
A crise no abastecimento das Forças Armadas Angolanas (FAA) atingiu um novo patamar de gravidade. O Grupo Carrinho, responsável pelo fornecimento logístico às FAA, exigiu recentemente ao governo o pagamento de uma dívida superior a 700 milhões de dólares norte-americanos, alegando a impossibilidade de continuar a fornecer alimentos às tropas nas actuais condições económicas do país. A correspondência enviada ao governo é clara: sem o pagamento imediato, o abastecimento às FAA está em risco.
Desde que o Presidente João Lourenço introduziu o Grupo Carrinho como fornecedor principal das FAA, os custos com a alimentação dos soldados dispararam, com fontes do agazeta24horas a confirmarem que os preços para a alimentação de cada soldado duplicaram desde janeiro de 2023. Esta escalada de preços tem levado a uma ruptura quase total dos estoques, especialmente nas regiões militares mais remotas, onde a fome já se faz sentir de forma dramática.

Nas últimas semanas, a situação tem-se tornado insustentável. Unidades da Região Militar Sul têm sobrevivido apenas com fuba de milho, enquanto a Base de Abastecimento da Terra Nova, outrora conhecida como a “loja dos oficiais”, continua a fornecer cabazes trimestrais de luxo aos generais no activo e na reforma. Esta disparidade tem alimentado o descontentamento entre as tropas, que se sentem abandonadas e desrespeitadas pelo próprio governo que deveriam proteger.
O descontentamento no seio das FAA não é novo. O sector logístico das Forças Armadas já manifestava insatisfação desde que o Grupo Carrinho, através da Gescesta – uma empresa que outrora incluía a Gemcorp e a Tools and Foodservice –, geria de forma irregular a Reserva Alimentar Estratégica (REA). A situação foi-se deteriorando ao ponto de agora se considerar esta a pior crise logística enfrentada pelo exército angolano desde o fim da guerra civil.
Fontes próximas das FAA alertam que, se nada for feito, o país poderá enfrentar uma crise de segurança sem precedentes, com tropas desmotivadas e mal alimentadas, incapazes de garantir a defesa nacional. “É imperativo dignificar os soldados que defendem a pátria e assegurar-lhes condições básicas de subsistência”, afirmam especialistas, num apelo urgente ao governo para resolver esta situação crítica.
Fonte: A Gazeta 24h
PONTUAL, fonte credível de informação.
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