Guerra no Médio Oriente: Angola Oriente e exige contenção imediata
O Governo angolano manifestou, esta segunda-feira, extrema preocupação com a violenta escalada militar no Médio Oriente e apelou à redução urgente das tensões, defendendo o diálogo como única via para pôr termo às hostilidades que já provocaram centenas de mortos.

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Numa declaração divulgada pela Secretaria de Imprensa do Presidente da República, o Executivo sublinha que acompanha com apreensão os ataques registados no Irão e as subsequentes retaliações nos Emiratos Árabes Unidos, no Reino da Arábia Saudita, no Reino do Bahrein, no Estado do Qatar, no Estado do Kuwait e no Sultanato de Omã. O comunicado, que não faz referência directa a Israel nem aos Estados Unidos da América, alerta para “graves ocorrências que perigam a estabilidade” regional e podem ter repercussões globais.
Angola expressa solidariedade para com as vítimas e insiste no respeito escrupuloso pelo direito internacional. O Governo exorta as partes envolvidas a exercerem máxima contenção, a privilegiar os canais diplomáticos e a envidar esforços para uma cessação imediata das hostilidades, de modo a restaurar a paz e a estabilidade na região.
A posição angolana surge dois dias após uma ofensiva militar de grande envergadura lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão. Na primeira vaga de ataques sobre Teerão, dezenas de dirigentes iranianos foram mortos, entre os quais Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989. Washington e Telavive justificaram a operação com alegadas ameaças iminentes do regime iraniano, apesar de decorrerem negociações sobre o programa nuclear de Teerão.
Em resposta, o Irão lançou mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e contra alvos israelitas. Estados árabes do Golfo advertiram para possíveis retaliações após ataques que atingiram infra-estruturas sensíveis e provocaram pelo menos cinco vítimas civis. França, Alemanha e Reino Unido admitiram a hipótese de se associarem às forças norte-americanas.
Desde o início do conflito, pelo menos 555 pessoas morreram no Irão, segundo o Crescente Vermelho iraniano, enquanto o Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares. O cenário, cada vez mais inflamado, reforça o receio de uma guerra de proporções imprevisíveis, com impacto directo na estabilidade mundial.
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